O que as ativações de marca na Fórmula 1 em Interlagos ensinam sobre conexão e propósito
- Tainan Cruz
- 10 de nov. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 20 de dez. de 2025
Quando o marketing acelera com alma
A Fórmula 1 voltou a movimentar São Paulo neste fim de semana, e junto com os motores, o que também acelerou foram as ativações de marketing. De Interlagos ao Instagram, o Grande Prêmio do Brasil virou palco de experiências, estratégias e, claro, de muitas lições sobre o que realmente faz uma marca ser lembrada.
O publicitário João Branco (ex-CMO do McDonald’s) fez uma leitura muito interessante sobre as ações deste ano, e eu, como boa observadora do comportamento das marcas, não pude deixar de pensar: o que a gente pode aprender com tudo isso?
Spoiler: muita coisa.

1. A marca que se vive, não só se vê
As melhores ativações não foram as mais caras, mas as mais imersivas. Marcas que criaram experiências, desde simuladores e pit stops interativos até lounges sensoriais e espaços “instagramáveis”, mostraram que o público quer sentir, não só assistir.
Isso é branding puro. No digital ou na vida real, a pergunta é a mesma: o que as pessoas sentem quando estão perto da sua marca?
2. Propósito é o combustível mais potente
Entre tantas luzes, logos e influenciadores, o que ficou nítido é que propósito segue sendo o maior diferencial. As marcas que conseguiram conectar suas mensagens ao espírito da corrida, superação, velocidade, trabalho em equipe, emoção, brilharam com autenticidade.
Como diz João Branco: “Propósito não é um texto bonito no site, é uma escolha diária de coerência.”
E se tem algo que as pessoas percebem rápido, é quando uma marca fala com verdade, ou só quer aparecer.
3. A força do pós-corrida
A ativação não termina quando o evento acaba. O que as marcas fazem depois, nas redes, nos bastidores, nos conteúdos de bastidor, é o que transforma uma ação pontual em lembrança.
E essa é uma lição que vale também pra quem cria conteúdo: a continuidade da narrativa é o que constrói marca. Não é sobre um post que viraliza, é sobre consistência, sobre o que vem depois que os holofotes se apagam.
4. Branding é experiência, não decoração
Ver tantas marcas competindo pela atenção em Interlagos foi um lembrete de ouro: branding sem propósito é só decoração cara. E isso vale do box da Red Bull ao feed do Instagram. A essência precisa estar presente em cada detalhe, no tom de voz, na estética, no jeito de falar, de atender, de entregar.
Porque no fim das contas, posicionamento não é o que a gente diz sobre nós mesmas. É o que as pessoas sentem quando interagem com a gente.

5. O recado final: toda marca pode gerar sua própria corrida
Nem toda marca tem um autódromo, mas toda marca tem uma pista. O segredo está em descobrir o que faz seu público vibrar, e ativar isso com propósito.
No digital, isso pode ser uma série de conteúdos, uma imersão, uma collab, um evento autoral. O formato muda, mas a essência é a mesma: criar experiências que façam as pessoas se sentirem parte.
As ativações de marketing na Fórmula 1 mostraram que o futuro do branding não está no impacto visual, mas no impacto emocional. Não é sobre quem grita mais alto, e sim sobre quem fala com verdade, entrega valor e cria conexão.
E se tem uma coisa que Interlagos nos ensinou este ano é que:marca boa é aquela que cruza a linha de chegada com o coração das pessoas.













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