Eudora no Carnaval 2026: o que a ativação com Silvia Braz revela sobre o novo posicionamento das marcas
- há 23 horas
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A presença da influenciadora de luxo no Carnaval de Salvador ao lado da Eudora não é apenas uma ação de marketing. É um movimento estratégico que mostra como marcas populares estão disputando território simbólico.
O Carnaval de 2026 começou com uma ativação que vai muito além de glitter e maquiagem. A Eudora levou Silvia Braz para viver a experiência da marca em Salvador, com presença em camarotes, produção de conteúdo e integração à narrativa digital da campanha. À primeira vista, parece apenas mais uma ação com influenciadores. Mas não é.
Quando uma marca considerada popular escolhe uma influenciadora associada ao luxo e ao lifestyle premium, estamos diante de um movimento claro de reposicionamento simbólico. E isso diz muito sobre o momento atual do marketing.
O encontro entre luxo e marca popular não é coincidência
Silvia Braz construiu sua imagem dentro de um território muito específico: moda de luxo, lifestyle aspiracional e presença em ambientes de alto padrão. A Eudora, por sua vez, ocupa um espaço premium acessível. Não é uma marca de luxo tradicional, mas também não se posiciona como massificada.
Então por que essa união faz sentido? Porque hoje posicionamento não é mais definido apenas por preço ou distribuição. Ele é construído por percepção.
Ao inserir Silvia Braz em sua narrativa de Carnaval, a Eudora não está tentando parecer uma marca de luxo. Está tentando ser percebida como desejável dentro de um território aspiracional.
Isso é o que chamamos de posicionamento por associação. Puro Branding estratégico.
A estratégia por trás da associação aspiracional
Existe um conceito clássico no branding chamado transferência simbólica de valor. Ele acontece quando uma marca se associa a um território que deseja ocupar, estética, comportamento, ambiente ou personalidade, e absorve parte dessa percepção.
No caso da Eudora, a equação é clara:
Carnaval de Salvador: desejo, visibilidade e status
Camarotes premium: experiência e exclusividade
Silvia Braz: sofisticação e lifestyle de luxo
O resultado é uma marca popular vivendo uma narrativa aspiracional.
E essa estratégia não busca, necessariamente, conquistar o público da influenciadora. Busca mudar a percepção de quem já consome a marca. Quando uma consumidora vê Silvia Braz usando Eudora, o raciocínio não é “Eudora virou luxo”. É “Eudora tem qualidade suficiente para estar no luxo”.
O movimento não é isolado no marketing
A ativação da Eudora acontece dentro de um contexto maior.
Nos últimos meses, marcas populares têm se aproximado de influenciadores e personalidades associadas ao universo premium. Um exemplo recente foi a movimentação de Havaianas com nomes como Bruna Marquezine e Sasha Meneghel em campanhas de lifestyle e moda.
O que vemos é uma tendência clara: marcas que antes ocupavam apenas o território popular agora disputam desejo simbólico. Elas não querem se tornar inacessíveis. Querem se tornar aspiracionais.
O novo jogo do posicionamento
O marketing atual deixou de ser apenas sobre alcance. Ele é, cada vez mais, sobre percepção.
Em um cenário onde:
7 em cada 10 brasileiros seguem influenciadores
quase metade dos consumidores já comprou por indicação digital
e o investimento em marketing de influência segue em alta
a associação com criadores de imagem forte se tornou uma das ferramentas mais rápidas de reposicionamento.
Mas existe um ponto de atenção. Quando a associação entre marca e influenciador é superficial, ela gera ruído. Quando é estratégica e narrativa, ela gera valor.
A provocação que fica
A ativação da Eudora com Silvia Braz levanta uma pergunta interessante: as marcas populares estão democratizando o luxo ou apenas usando o luxo como ferramenta de reposicionamento? Talvez as duas coisas.
O fato é que, em 2026, posicionamento deixou de ser sobre onde a marca nasceu. Passou a ser sobre o território simbólico que ela decide ocupar. E quem entende isso primeiro, constrói desejo antes dos concorrentes.













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