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O que a ação da Havaianas com Bruna Marquezine e Sasha ensina sobre o novo marketing de marca

  • há 19 horas
  • 3 min de leitura
Bruna Marquezine, Sasha Menghel e Havaianas: A campanha que começou como fofoca e virou estratégia de branding
Bruna Marquezine, Sasha Menghel e Havaianas: A campanha que começou como fofoca e virou estratégia de branding

A ativação de Carnaval da Havaianas revela a evolução da publicidade digital e mostra por que marcas fortes estão deixando de anunciar para criar cultura.


Durante este Carnaval, a Havaianas colocou em prática uma das ativações digitais mais inteligentes do ano ao unir Bruna Marquezine e Sasha Meneghel em uma narrativa que começou de forma sutil e orgânica nas redes sociais.


Tudo teve início quando Bruna apareceu usando sandálias Havaianas personalizadas com as iniciais “SM”. A internet reagiu imediatamente. Fãs e páginas de entretenimento começaram a especular o significado das letras, criando uma onda espontânea de curiosidade e comentários. Pouco tempo depois, Sasha surgiu usando sandálias com as iniciais “BM”. A revelação da troca simbólica confirmou o que muitos suspeitavam: tratava-se de uma ação coordenada da Havaianas, construída de forma estratégica para gerar conversa antes mesmo de parecer publicidade.


A campanha não começou como anúncio. Começou como história.


Publicidade que não parece publicidade

A grande inteligência da ação está no formato.A marca não lançou um comercial tradicional nem um publipost explícito. Em vez disso, apostou em uma narrativa orgânica baseada em amizade real, lifestyle e cultura pop.


Primeiro veio o mistério. Depois a viralização espontânea.Só então a confirmação de que era uma ação publicitária. Esse modelo representa uma mudança clara no marketing contemporâneo. Marcas que desejam permanecer culturalmente relevantes estão abandonando a publicidade direta e investindo em experiências que se integram ao cotidiano das pessoas.


A Havaianas não pediu atenção. Ela gerou curiosidade.


Amizade como conceito criativo e emocional

Ao escolher Bruna Marquezine e Sasha Meneghel, a marca não buscou apenas alcance. Buscou narrativa. As duas carregam uma amizade pública de longa data, associada à memória afetiva e à nostalgia de uma geração que cresceu acompanhando suas trajetórias. A personalização das sandálias com as iniciais uma da outra transformou o produto em símbolo visual dessa relação.


Nesse contexto, o chinelo deixa de ser protagonista comercial e passa a ser acessório emocional. Ele não é o centro da campanha. É o objeto que conecta a história. Essa é a nova lógica do branding:produto como parte da cultura, não apenas como item de consumo.


Carnaval como território estratégico de marca

O Carnaval sempre foi um dos principais territórios de presença da Havaianas. No entanto, a marca atualizou a forma de se posicionar nesse espaço. Em vez de campanhas massivas e publicitárias, apostou em presença cultural e social.


A viagem para Salvador, os registros espontâneos, os looks e os momentos compartilhados reforçaram a associação da marca com:

  • lifestyle brasileiro contemporâneo

  • moda e comportamento

  • autenticidade e informalidade sofisticada


A Havaianas não vendeu sandálias. Reforçou um estilo de vida.


A evolução do marketing de influência

Essa ação confirma uma transformação importante no marketing de influência. Não basta mais contratar celebridades para divulgar produtos. É preciso construir histórias que façam sentido dentro da vida real dessas pessoas. O público atual reconhece facilmente conteúdos publicitários tradicionais e tende a ignorá-los. Por outro lado, quando a marca se integra de forma natural a uma narrativa social relevante, o engajamento acontece de forma espontânea.


A campanha da Havaianas seguiu três etapas estratégicas:

  1. Inserção orgânica nas redes sociais

  2. Geração de especulação e conversa

  3. Revelação da parceria com a marca


Esse modelo cria desejo sem rejeição e conversa sem parecer anúncio.


O que essa campanha revela sobre o futuro do branding

A ação da Havaianas indica um movimento maior do mercado. Marcas estão migrando da publicidade tradicional para a construção de universos culturais próprios. Hoje, a pergunta central deixou de ser como divulgar um produto. A nova pergunta é: o que acontece dentro do universo da marca que faz as pessoas quererem fazer parte dele?


Campanhas como essa mostram que o futuro do marketing está na criação de experiências sociais, narrativas autênticas e pertencimento. Marcas relevantes não apenas comunicam. Elas criam contextos onde histórias acontecem.


A Havaianas não apenas apareceu no Carnaval. Ela se inseriu na conversa cultural do momento. E é exatamente isso que diferencia marcas lembradas de marcas apenas vistas.

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Quem escreveu esse post

Tainan Cruz, curiosa, inquieta, leitora compulsiva e comunicadora por vocação. Uma pessoa que ama viver noas experiências e compartilhar suas ideias e descobertas sobre a vida. 

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