Enquanto muitos criticam, marcas como a Motorola transformam tendência em faturamento
- Tainan Cruz
- 20 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
O lançamento com a Cor do Ano Pantone 2026 mostra que entender comportamento vende mais do que reclamar do mercado

Em meio a um mercado cada vez mais barulhento, onde críticas sobre excesso de lançamentos, superficialidade e saturação tecnológica se multiplicam, algumas marcas seguem avançando com clareza estratégica. Enquanto muitos falam mal, outras estão observando comportamento, interpretando sinais culturais e, principalmente, monetizando isso com inteligência.
O novo smartphone da Motorola, lançado em parceria com a Pantone e com aplicação de cristais Swarovski, é um exemplo claro desse movimento. O aparelho chega ao mercado brasileiro como parte da The Brilliant Collection, trazendo a Cor do Ano Pantone 2026, o tom PANTONE 11-4201 Cloud Dancer, um branco suave que simboliza tranquilidade, clareza e serenidade. Para alguns, pode parecer apenas estética. Para quem entende de marca, trata-se de leitura de cenário.
A escolha da cor não é aleatória nem apenas visual. A Pantone define suas cores do ano a partir de estudos profundos sobre comportamento, emoções coletivas e mudanças culturais. O Cloud Dancer surge como resposta direta a um mundo hiperconectado, acelerado e mentalmente exausto. Em um contexto de sobrecarga digital, o consumidor passa a desejar exatamente o oposto do excesso: simplicidade, silêncio visual e sensação de equilíbrio.
É aqui que a estratégia da Motorola se diferencia. A marca não está vendendo apenas um smartphone. Está oferecendo uma experiência emocional alinhada ao que o consumidor sente, mesmo que nem sempre consiga verbalizar. Em vez de disputar atenção pelo impacto, aposta na serenidade como valor competitivo.

A parceria com a Swarovski, frequentemente alvo de críticas apressadas, também cumpre um papel estratégico importante. O uso de cristais no design do aparelho posiciona o produto em um território de luxo acessível, agregando valor simbólico sem afastar o consumidor contemporâneo, que busca funcionalidade, mas também identidade e diferenciação. Não se trata de ostentação, e sim de posicionamento.
Esse movimento revela um padrão cada vez mais claro no mercado: marcas que entendem comportamento não entram em guerra de preço, entram em disputa de significado. Enquanto muitos profissionais insistem em afirmar que “o mercado está difícil”, empresas estrategicamente posicionadas estão criando produtos que dialogam com o emocional, com o contexto cultural e com os desejos silenciosos do público.
O lançamento da Motorola com a Cor do Ano Pantone 2026 mostra que o verdadeiro diferencial competitivo não está apenas na tecnologia embarcada, mas na capacidade de ler o tempo presente. Em um cenário onde criticar virou hábito, vender exige visão, sensibilidade e coragem para apostar em narrativas que vão além do óbvio.
No fim, o mercado não premia quem reclama mais. Premia quem entende melhor.












Comentários