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O retorno do Facebook: dados e tendências sobre o crescimento da rede em 2026

  • há 29 minutos
  • 3 min de leitura
O retorno do Facebook: dados e tendências sobre o crescimento da rede em 2026

Mesmo considerado ultrapassado por anos, o Facebook voltou a crescer em usuários ativos e revela uma mudança importante no comportamento digital e na forma como comunidades se formam online.


Durante anos, o mercado digital tratou o Facebook como uma plataforma em declínio. A ascensão do Instagram e do TikTok reforçou a ideia de que a rede social de Mark Zuckerberg havia perdido relevância. Os dados mais recentes mostram o contrário.


Relatórios da Meta indicam que a plataforma ultrapassa atualmente a marca de 3 bilhões de usuários ativos mensais e segue como a rede social mais utilizada no mundo. Após uma leve queda em 2022, o número de usuários diários voltou a crescer de forma consistente entre 2024 e 2025. O Facebook não apenas permanece relevante. Ele mudou de função dentro do ecossistema digital.


O novo perfil de quem usa o Facebook

Segundo levantamentos da DataReportal e da Statista, o crescimento recente da plataforma é puxado principalmente por usuários entre 25 e 44 anos, com forte presença do público acima dos 35. Trata-se de um perfil formado por adultos economicamente ativos que utilizam a rede com objetivos claros:

  • networking

  • troca de serviços

  • consumo de conteúdo informativo

  • participação em comunidades

  • compra e venda


Essa mudança desloca o Facebook de uma rede aspiracional para uma rede funcional. Menos sobre aparência. Mais sobre utilidade.


O papel central das comunidades e grupos

Se existe um fator decisivo para o aumento de usuários ativos no Facebook, ele está nas comunidades.

Dados divulgados pela própria Meta apontam que mais de 1,8 bilhão de pessoas participam de grupos todos os meses. Esses espaços se tornaram ambientes de troca real, onde ocorrem discussões mais profundas, recomendações de profissionais e networking orgânico.


Os grupos transformaram o Facebook em uma espécie de fórum contemporâneo.Neles, a lógica de consumo é diferente das redes focadas em entretenimento rápido. Há mais leitura, mais comentários e maior permanência. Em um cenário de excesso de conteúdo superficial, comunidades se tornaram um diferencial competitivo.


Marketplace e a força do consumo dentro da plataforma

Outro fator que impulsiona o crescimento da rede é o Marketplace. Relatórios da Insider Intelligence e da eMarketer mostram que o Facebook se consolidou como um dos principais canais de compra e venda local em diversos países, especialmente na América Latina.


Milhões de usuários acessam a plataforma diariamente apenas para:

  • vender produtos

  • negociar serviços

  • comprar itens usados ou novos


Mesmo quando não há consumo de conteúdo social, a presença no ecossistema continua ativa. Isso fortalece a relevância da plataforma e amplia seu tempo de uso.


A fadiga das redes sociais performáticas

Além dos dados técnicos, existe um fator comportamental importante por trás desse movimento. Relatórios da GWI e estudos da Deloitte apontam o crescimento da social media fatigue. Usuários relatam cansaço com a pressão constante por produção de conteúdo, estética e performance nas redes mais visuais.


Entre os principais fatores citados estão:

  • necessidade contínua de postar

  • excesso de vídeos curtos

  • algoritmos imprevisíveis

  • comparação estética constante


Como resposta, cresce a busca por ambientes digitais mais funcionais e menos exaustivos. O Facebook, nesse contexto, passa a ser percebido como um espaço mais confortável e utilitário.


O paradoxo que explica o crescimento

O Facebook não voltou a crescer por uma reinvenção radical. Ele voltou a crescer porque o restante das redes exagerou. Exagerou na velocidade. Exagerou na estética. Exagerou na exigência de presença constante. No meio desse excesso, uma plataforma mais simples e baseada em comunidade voltou a fazer sentido para muitos usuários.


O que isso revela sobre o futuro das redes sociais

Os dados indicam uma mudança relevante no comportamento digital. A próxima fase das redes tende a valorizar menos o espetáculo e mais a conexão real.


Algumas tendências já são perceptíveis:

  • crescimento de comunidades fechadas

  • valorização de conteúdos úteis e aprofundados

  • busca por pertencimento digital

  • preferência por plataformas funcionais


Plataformas que oferecem utilidade e senso de comunidade tendem a sustentar relevância por mais tempo do que aquelas baseadas apenas em entretenimento rápido.


Uma leitura estratégica

Talvez o Facebook não tenha ressuscitado. Talvez os usuários apenas tenham se cansado de redes que exigem performance o tempo inteiro. Em um ambiente digital saturado de estímulos, voltar para um espaço onde ainda é possível conversar, trocar recomendações e participar de comunidades sem transformar cada postagem em uma produção complexa se tornou uma escolha natural.


O crescimento silencioso do Facebook não é apenas um dado curioso. Ele sinaliza uma mudança mais profunda na forma como as pessoas desejam se conectar online. E, para marcas e profissionais atentos ao comportamento digital, isso diz muito sobre o que vem a seguir.


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Quem escreveu esse post

Tainan Cruz, curiosa, inquieta, leitora compulsiva e comunicadora por vocação. Uma pessoa que ama viver noas experiências e compartilhar suas ideias e descobertas sobre a vida. 

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