Criatividade e posicionamento: por que ser quem você é se tornou uma vantagem estratégica
- 16 de jan.
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Atualizado: há 20 horas

O que Anne with E, a neurociência e o branding revelam sobre autenticidade, ousadia e autoridade
Criatividade deixou de ser apenas uma característica artística. Hoje, ela é um ativo estratégico. Em um mundo saturado de informações, discursos repetidos e marcas genéricas, destacar-se não depende de fazer mais, depende de fazer diferente. E essa diferença nasce, quase sempre, da coragem de ser quem se é.
A série Anne with E se tornou um retrato sensível e poderoso desse processo. Mais do que uma história de amadurecimento, ela revela como imaginação, curiosidade e autenticidade podem moldar trajetórias pessoais e profissionais consistentes, memoráveis e impactantes.
Do ponto de vista da neurociência, a criatividade está ligada à capacidade do cérebro de integrar diferentes redes neurais. Especialistas apontam que ela emerge da interação entre a rede de modo padrão, responsável por imaginação, devaneio, memórias e narrativas, e a rede executiva, ligada ao foco, tomada de decisão e planejamento. Quando essas redes trabalham em conjunto, somos capazes de transformar ideias abstratas em soluções concretas. Por isso, criatividade não é algo reservado a poucos. Ela pode ser estimulada, treinada e amadurecida ao longo da vida.
Anne Shirley é o exemplo narrativo perfeito desse mecanismo. Sua imaginação não é fuga da realidade, mas uma forma sofisticada de interpretá-la, ressignificá-la e agir sobre ela. Essa habilidade, quando levada para a vida adulta, se traduz em visão estratégica, comunicação diferenciada e capacidade de inovação.
A curiosidade é um dos principais motores do aprendizado. Estudos mostram que, quando estamos genuinamente curiosos, o cérebro libera dopamina, neurotransmissor ligado à motivação e à memória. Isso faz com que aprendamos mais rápido, retenhamos mais informação e ampliemos nosso repertório.
Anne nunca se contenta com respostas rasas. Sua sede por conhecimento, sua paixão pelos estudos e sua constante vontade de compreender o mundo revelam uma mente ativa, questionadora e expansiva. No contexto profissional, essa postura é o que diferencia quem apenas executa de quem constrói autoridade.
Criatividade sem conhecimento é improviso. Conhecimento sem criatividade é rigidez. A união dos dois gera posicionamento forte, coerente e sustentável.
Se criatividade expande, o medo contrai. Quando o cérebro percebe ameaça, seja o medo de errar, de ser rejeitado ou julgado, a amígdala cerebral entra em estado de alerta. Esse processo reduz a atividade do córtex pré-frontal, área responsável pelo pensamento criativo, crítico e ousado.
Em termos práticos: quanto maior o medo, menor a capacidade de criar, se expressar e se posicionar.
Anne carrega traumas profundos de abandono e rejeição. Ainda assim, escolhe a ousadia. Não porque não sente medo, mas porque não permite que ele silencie sua essência. Essa escolha é um ponto-chave para qualquer pessoa que deseja se posicionar de forma autêntica no mercado.
Outro achado importante da neurociência é que agir de forma coerente com quem somos reduz o estresse cognitivo. Quando existe alinhamento entre identidade e comportamento, o cérebro libera neurotransmissores como serotonina e dopamina, associados a bem-estar, confiança e aprendizado.
Isso explica por que a autenticidade não apenas atrai pessoas, mas sustenta trajetórias. No neuromarketing, marcas e profissionais autênticos criam conexões emocionais mais profundas porque o cérebro humano responde melhor à verdade do que à performance.
Anne conquista pessoas não tentando agradar, mas sendo fiel a si mesma. Sua intensidade, sua sensibilidade e até seus exageros se tornam pontos de conexão. O mesmo acontece no posicionamento pessoal: quanto mais alguém tenta se moldar a um padrão, mais se torna esquecível.
Posicionamento não é sobre parecer. É sobre ser percebido de forma coerente. E isso exige clareza de identidade. Criatividade, nesse contexto, não significa apenas estética ou comunicação visual. Ela aparece na forma de contar histórias, de defender ideias, de se diferenciar no discurso e de ocupar espaços com consistência.
Pessoas criativas e bem posicionadas:
sabem quem são e o que defendem
transformam vivências em narrativa
usam a imaginação como estratégia, não como fuga
constroem autoridade a partir da própria história
Assim como Anne, muitas de nós fomos crianças criativas, curiosas e imaginativas. Com o tempo, aprendemos a nos conter, a nos encaixar e a silenciar partes de quem somos para parecer mais sérias, maduras ou profissionais. No entanto, é justamente essa imaginação que sustenta a capacidade de comunicar, criar soluções e gerar impacto. Quando resgatamos essa essência, agora aliada à experiência, ao estudo e à estratégia, nos tornamos profissionais mais completas.
Criatividade exige coragem. Coragem de errar, de se expor, de ser diferente. Mas é essa coragem que constrói autoridade verdadeira. Anne with E nos emociona porque revela algo profundamente humano, e cientificamente comprovado: somos mais criativos, mais inteligentes e mais relevantes quando temos coragem de ser quem realmente somos.
No fim, posicionamento não é sobre construir uma persona. É sobre sustentar, com clareza e ousadia, a própria identidade.












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